A leishmaniose canina é uma das doenças que mais acomete os cãezinhos no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a endemia está entre as seis principais em todo o mundo. A sua transmissão se dá por meio da picada de um mosquito, causando problemas dermatológicos e anorexia severa em pets. Porém, muitos tutores desconhecem o que é a leishmaniose canina. 

Ela infecta principalmente os cachorrinhos, mas também pode atingir gatos e nós, humanos. Quando não tratada de imediato, pode até mesmo levá-los a óbito. Por isso, nesse post iremos falar sobre o que é a leishmaniose canina, quais são os seus principais sintomas e os meios de tratamento que existem atualmente para a patologia.

O que é a leishmaniose canina

Causada a partir de uma infecção parasitária, a leishmaniose canina é transmitida por meio de um protozoário da espécie Leishmania chagasi. Ele ataca as células fagocitárias responsáveis pela proteção contra corpos estranhos e começa a se multiplicar, atacando mais células. Durante a propagação, ela pode atingir órgãos como o fígado, baço e medula óssea dos cãezinhos.

Existem dois tipos de leishmaniose: a cutânea e a visceral. Quando falamos sobre o que é a leishmaniose canina, é importante ressaltar que é a do tipo visceral. Isso porque a cutânea não tem como principal alvo os cachorrinhos. Ela é causada por outros dois tipos de parasitas, de nomes Leishmania braziliensis e Leishmania mexicana.

A transmissão desta patologia se dá pela picada das fêmeas infectadas pela Lutzomyia longipalpis, conhecidas como “mosquito palha” ou “mosquito pólvora”. Elas se desenvolvem em locais úmidos, sombreados e repletos de matéria orgânica, tal como folhas, frutos e fezes de animais. A sua aparição se dá principalmente no período noturno, quando elas saem de seus criadouros para alimentação.

Sintomas mais comuns

Antes de mencionar quais os sintomas, é importante ressaltar para aqueles que não sabem o que é a leishmaniose canina que ela é uma doença com período de incubação. Por este motivo, pode levar de três a dezoito meses para se manifestar nos cachorrinhos. Quando a doença já se encontra em fase sintomática, é possível observar lesões, descamação e coloração branca na pele. Também terá aparência grosseira, devido ao excesso de queratina.

As unhas dos pets costumam ficar espessas e grossas na presença da leishmaniose canina. Os machucados também demoram a sarar e feridas nas orelhas começam a aparecer com frequência. Além disso, é preciso estar atento às secreções persistentes, piscadas excessivas e incômodo nos olhos. Por fim, o cão pode apresentar nódulos e caroços, características típicas dessa doença. 

Tratamento e prevenção da leishmaniose

Se há a suspeita de que seu amiguinho está com leishmaniose, é de extrema importância levá-lo a um médico veterinário de sua confiança. O diagnóstico poderá ser feito por meio de análises de sangue e outros exames complementares. Quanto antes for detectada, maior será o sucesso do tratamento visto que a doença ainda estará em fase inicial.

O seu tratamento é feito por meio de uma medicação administrada com injeções. Ele é feito durante várias semanas, de acordo com a resposta do organismo do animal, podendo demandar uma nova aplicação. Para prevenir que seu cãozinho contraia a doença, é imprescindível levá-lo para tomar vacinas, incluindo a que o protege contra a leishmaniose canina, dada aos quatro meses de vida.

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